terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

A África e os efeitos da Conferência de Berlim

"O destino dos africanos começou a ser traçado há 133 anos, quando, a 26 de Fevereiro de 1885, 14 antigas potências europeias reuniram-se em Berlim (Alemanha), para resolver os conflitos territoriais engendrados pelas suas actividades na bacia do Congo.
Tudo começou quando Portugal, temendo perder os territórios ocupados em África, em benefício de outras potências, propôs uma conferência com o propósito de resolver, pacificamente, os diferendos que opunham as ex-colónias e os povos dominados de África.
A ideia foi aproveitada pelo antigo chanceler alemão, Otton Von Bismark, que a retomou e consultou as outras potências, antes de convocar-se a Conferência de Berlim.
O encontro decorreu de 15 de Novembro de 1884 a 26 de Fevereiro de 1885 e envolveu 15 países: Alemanha, Império Austro-Húngaro, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos da América, França, Itália, Países Baixos, Portugal, Inglaterra, Rússia, Suécia e Noruega."
Leia matéria completa: http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/politica/2018/4/21/Africa-efeitos-Conferencia-Berlim,28b60855-6c13-45b7-98f8-b1e3443059c2.html  
Essa matéria foi elaborada por Agência Angola Press. 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Imperialismo Estadunidense na América Latina

Entre a segunda metade e o final do século XIX alguns países passaram por um acelerado processo de industrialização. Na Europa podemos destacar a França, a Alemanha e a Itália. Lembrando que a Inglaterra já tinha se industrializado ainda no século XVIII, com a 1a Revolução Industrial. Na Ásia, o Japão conheceu uma intensa industrialização. No continente americano, os EUA, especialmente após o final da Guerra Civil, sua economia conheceu grandes transformações a partir do desenvolvimento industrial. 
Para sustentar o processo de industrialização, os governos estadunidenses implementaram políticas internas e também externas ao território nacional. Internamente, ocorreu a "marcha para o este". A expansão territorial para o Oeste, a partir da tomada de territórios do México e dos povos indígenas, foi importante para configurar uma organização espacial articulada às necessidades da indústria nascente. As grandes ferrovias cortando os EUA em diversas direções proporcionaram, de um lado, a formação de um mercado consumidor nacional e, de outro, acesso facilitado de matérias-primas por parte da indústria. 
Em relação a política externa, algumas décadas a após sua independência da Inglaterra, foi formulada a chamada Doutrina Monroe (1823), pelo então presidente James Monroe (1817-1825). Essa Doutrina expressava uma posição dos EUA contrária aos interesses dos países Europeus sobre os países da América Latina. Ao mesmo tempo em que a Doutrina Monroe desestimulou novas investidas europeias na América Latina, com o passar do tempo, os governos estadunidenses foram implementando políticas intervencionistas (incluindo militares) em países do Caribe e da América Latina, de acordo com seu interesse nos séculos XIX e XX. 



Abaixo, segue uma matéria da Folha de São Paulo sobre a última intervenção (direta) militar em um país da América Latina. No caso, foi na Panamá, em 1989. Além disso, tem uma relação das principais intervenções dos EUA na América Latina nos séculos XIX e XX. 

https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2019/02/ultima-intervencao-dos-eua-na-america-latina-matou-centenas-e-usou-rock-como-arma.shtml

10 fatos sobre o neocolonialismo na África

Com o desenvolvimento industrial das potências europeias no final do século XIX, as burguesias nacionais necessitavam ampliar os mercados de consumidores, de força de trabalho e de matérias-primas. Uma solução encontrada foi um processo de expansão territorial das grandes potências (Imperialismo) em direção a África e Ásia, a partir do chamado neocolonismo.  
No link abaixo, encontra-se 10 fatos sobre esse processo histórico tão importante para a geografia do passado e do presente. 

https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/10-fatos-que-voce-precisa-saber-sobre-o-neocolonialismo-na-africa/

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Brasil tem 7,7 milhões de deslocados internos

O Observatório de Migrações Forçadas do Instituto Igarapé proporcionar um "Raio-X" da questão dos deslocados internos no Brasil desde do ano 2000. É possível encontrar dados sobre a quantidade de deslocados e também suas causas como "Desenvolvimento" (implantação de empreendimentos como Usinas Hidrelétricas, Ferrovias, Portos etc) e "Desastres" (deslizamentos, enxurradas, estiagens etc).  

"A cada segundo, uma pessoa em é forçada a abandonar sua casa em algum lugar do planeta. Cerca de 22 milhões são refugiados. E um número ainda maior – cerca de 36 milhões – migram dentro de seu próprio país. Esses deslocados internos são obrigados a se mudar em razão da violência, obras de desenvolvimento ou desastres naturais.
Em uma análise inédita, o Instituto Igarapé reuniu os números do fenômeno no Brasil. Observatório de Migrações Forçadas, lançado pelo instituto este mês, é uma plataforma interativa de visualização de dados que reúne pela primeira vez, diferentes bancos de dados sobre o tema no país, onde o problema tem pouca visibilidade.
A dimensão do deslocamento de população no Brasil é estarrecedora: 7,7 milhões de pessoas foram forçadas a deixar suas casas entre 2000 e 2017 – ou seja, uma pessoa por minuto. A maioria das pessoas deslocadas – cerca de 6 milhões – foi obrigada a se mudar devido a desastres, como inundações e deslizamentos de terra. Obras de infraestrutura, como barragens hidrelétricas e estradas, provocaram o deslocamento de quase 1,3 milhão de pessoas no país. Os números de deslocados em razão de violência
“Nos surpreendeu descobrir quão pouco se sabe sobre o fenômeno da migração forçada no país – e o quão pouco o governo responde a ele”, disse Robert Muggah ao The GuardianO Observatório também foi tema de uma série especial da Folha de S. Paulo, A Natureza do Desastre“, e de matérias no Nexo, na TV Band, entre outros veículos."

Para acessar a plataforma clique aqui: https://migracoes.igarape.org.br/


Refugiados ou imigrantes? Entenda diferenças entre venezuelanos e outros estrangeiros que chegam ao país




Débora Fogliatto

O sul do Brasil tem recebido, há cerca de cinco anos, uma grande leva de imigrantes vindos principalmente do Haiti e de países africanos. Inicialmente, estes estrangeiros chegavam ao país solicitando refúgio, mesmo que não se enquadrassem, segundo as leis nacionais e internacionais, em tal condição. Já os venezuelanos que têm cruzado a fronteira nos últimos meses contam com esse status, o mesmo concedido aos sírios que fogem da guerra em seu país e aos palestinos que escapam do conflito étnico em sua terra natal. O que, então, garante essa classificação?
O refúgio tem diretrizes globais definidas e é regulado pela entidade internacional ACNUR – Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. A instituição lançou uma campanha internacional pedindo ajuda para os venezuelanos, ressaltando que mais de 1,5 milhão de mulheres, homens e crianças vulneráveis foram obrigados a deixar suas casas. “A cada dia, milhares de pessoas são obrigadas a fugir da Venezuela em busca de assistência humanitária e proteção internacional. A situação instável, falta de alimentos e remédios, e a violência estão fazendo com que essas pessoas não tenham outra alternativa a não ser deixar tudo para trás”.
Leia matéria completa: 
https://www.sul21.com.br/ultimas-noticias/geral/2018/09/refugiados-ou-imigrantes-entenda-diferencas-entre-venezuelanos-e-outros-estrangeiros-que-chegam-ao-pais/

terça-feira, 10 de abril de 2018

Jogo para encontrar países, principais rios, cordilheiras etc.

Nós sabemos que a geografia não se resume em saber onde se localiza determinado país ou decorarmos os nomes dos principais rios do planeta Terra.  Porém, não deixa de ser relevante para o raciocínio geográfico sabermos ou termos uma noção de localização dos países, principais cordilheiras, rios, entre outros fenômenos geográficos. 
Nesse sentido, segue o link do site Lizardpoint. Nele podemos encontrar um jogo interativo para localizar fenômenos geográficos. 

https://lizardpoint.com/geography/

Espero que gostem e se divertam. 



quarta-feira, 4 de abril de 2018

Glossário Geológico


No estudo sobre a natureza do Planeta Terra são utilizados diversos conceitos, ou seja, termos que explicam determinados fenômenos ou processos. Por exemplo, conceito Aluvião: designação genérica que engloba os depósitos de origem fluvial ou lacustre, constituídos de cascalhos, areias, siltes e argilas das planícies de inundação e do sopé dos montes e das escarpas (sin.: alúvio).
No site do Instituto de Terras, Cartografia e Geologia do Paraná possui um rico Glossário com conceitos que utilizamos em nossas aulas de geografia, especialmente, em relação a dinâmica natural do espaço geográfico como crosta terrestre, tipos de rochas, minerais, relevo, biomas etc. 

http://www.mineropar.pr.gov.br/modules/glossario/conteudo.php

Boa pesquisa!



quinta-feira, 6 de abril de 2017

Frases para reflexão no início das aulas de geografia

Há um tempo eu início as minhas aulas com uma frase para refletirmos com turma. É uma forma de começar a aula mais leve e ainda proporcionar trocas de saberes e pontos de vista. No ano passado (2016) começamos a registrar as frases. Em cada turma foi definido um(a) relator(a) que ficou responsável em registrar as frases dos alunos que escreveram no quadro. 
Cada aluno se dirigi até o quadro, escreve e ler a frase para turma. E, se quiser, faz um breve comentário. 
Abaixo segue as frases da turma QUINT.1M de 2016, registrada pela aluna Raquel Cabral. 

" Existe mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam." - Henry Ford
(Ana Luiza)

"Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho." - Tom Jobim
(Carla)

"É difícil entender e viver num paraíso perdido." - Charlie B. Jr.
(Anna Beatriz)

"Não é sobre o quão rápido chegarei lá
Não é sobre o que está me esperando do outro lado
É a escalada." - The Climb, Miley Cyrus
(Daniella)

"O homem sábio é aquele que não se entristecer com as coisas que não tem, mas alegra - se com as que tem." - Desconhecido
(Eduardo)

"O essencial é invisível aos olhos." - O Pequeno Príncipe
(Catarine)

" Se te desejarem o mal,
Deseje o bem,
Pois cada um deseja aquilo que tem." - Desconhecido
(Fernando)

"Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências." - Desconhecido
(Giovanni)

"Palavras são nossa inesgotável fonte de energia. Capaz de causar grandes sofrimentos e também de remedia-los." - Alvo Demblelore
(Giseli)

"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã." - Renato Russo
(Gleyce)

"Posso todas as coisas, naquele que me fortalece." - Filipenses 4:13
(Inla)

"Nunca despreze uma pequena intenção, pois outras melhores virão." - Desconhecido
(Jhenifer)
" Os verdadeiros vencedores sabem que grandes conquistas exigem sacrifícios, mas mesmo assim nunca desistem de lutar." - Desconhecido
(Júlia)

"Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito." - Albert Einstein
(João Pedro)

"Se a caminhada está difícil, é porque você está no caminho certo." - Desconhecido
(Kasielen)

" Steve Jobs pegou a maçã que caiu na cabeça se Isaac Newton e mordeu para nos libertar do paraíso da ignorância." - Agnaldo Jabor
(Klayver)

"Se você nunca errou, é porque você nunca tentou coisas novas." - Albert Einstein
(Laís)

"Pode não dar certo, mas você não vai saber se não tentar. " - Desconhecido
(Lara)

"A única coisa que um homem consegue quando dorme são sonhos." - Tupac
(Laura)

"É triste pensar que a natureza fala e o gênero humano não ouve." - Victor Hugo
(Lilian)

"Decidi não esperar as oportunidades e sim, busca - las. Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz." - Walt Disney
(Liriel)

"Amontanhado de pedras, não são montanhas." - Desconhecido
(Lívia)

"Nunca deixem que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem." - Mais uma vez, Legião Urbana
(Maria Eduarda)

"Quando não houver esperanças, quando não houver nem ilusão, ainda há de haver esperança em cada um de nós, algo de uma criança." - Titãs
(Mariana)

"Todo o problema do mundo é que os tolos e os fanáticos estão cheios de certezas, e as pessoas mais sábias estão cheias de dúvidas. " - Bertrand R.
(Mário)

"Se você não está disposto a arriscar, esteja disposto a uma vida comum." - Jim Rohn
(Matheus S.)

"Há milhões de possibilidades para o futuro, cabe a você escolher qual delas vira realidade." - Garnet, Steve Universo
(Olavo)

"Buda, não era budista...
Cristo, não era cristão...
Maomé, não era muçulmano...
Ambos eram mestres que ensinavam o amor.
O AMOR ERA SUA RELIGIÃO!" - Desconhecido
(Pedro Borborema)

"Quem quiser nascer tem que destruir um mundo." - Herman Hassi Demian
(Rafael)

"Fale e abra sua mente
É algo que você deveria fazer o tempo todo
Continue explorando, procure e ache
Você sabe que você pode se surpreender."
- Surprise Yourself, Jack Garratt
(Raquel)

"O que fazemos na vida, ecoa na eternidade." - Gladiador, O filme
(Thaysa)

"Você é maravilhosa do jeito que você é. " - Bruno Mars
(Tatiane)

"Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele conduz somente até onde os outros foram. " - Graham Bell
(Victoria)

" Cada um pensa em mudar a humanidade, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo." - Leon Tolstoy
(Wellen)

"O importante não é vencer todos os dias, mas lutar sempre." - Waldemar Valle Martins
(Yago)

"Ame o que você faz, seja lá o que isso for, pois fazendo isso que ama, você ama e faz amor." - Gabriel Pensador
(Rodrigo)*

"Seja a mudança que você quer ver." - Meu Romeu, Leisan Rayven
(Ingrid)*

"Maturidade é procurar profundidade antes de mergulhar de cabeça." - Zack Magiezi
(Bernardo)*

"Antes de fazer sentido, as coisas precisam ser ouvidas." - Cidade de Papel, John Green
(Bianca)*

"As vezes é preciso fazer coisas sobre as quais não se tem certeza." - Deixe a Neve Cair
(Laísa)*

"Enquanto você estiver convencido de que não poderá mudar seu jeito de pensar e de ser, não irá tentar mudá - lo. " - William Backus
(João Vitor)*

quarta-feira, 22 de março de 2017

Fusos horários do Brasil

Atualmente, os fusos horários do Brasil estão divididos como segue abaixo. 
O primeiro fuso está atrasado em 2h em relação ao fuso inicial (GMT - Greenwich Meridian Time), e define as horas nas ilhas oceânicas brasileiras, como o arquipélago de Fernando de Noronha e as Ilhas de Trindade e Martin Vaz. Curiosamente, as Ilhas de Trindade e Martin Vaz pertencem oficialmente ao município de Vitória, capital do Espírito Santo, embora estejam localizadas a mais de 1300 km da costa.
O fuso seguinte do Brasil está atrasado em 3h em relação ao fuso inicial (-3h GMT). Este é considerado o fuso oficial do país, o famoso horário de Brasília. O fuso -3 define grande parte dos horários dos estados brasileiros e do Distrito Federal, incluindo todas as unidades federativas das regiões Nordeste, Sudeste e Sul, mais os estados do PA, AP e TO, região Norte, e GO e DF, Centro-Oeste.
Os outros estados da região Norte, maior parte do AM, RR e RO, e os estados da região Centro-Oeste, MT e MS, estão atrelados ao fuso -4h GMT. Nestes estados o horário está atrasado em 1 hora em relação ao horário de Brasília.
O último fuso do Brasil é o -5h GMT. Este fuso cobre o extremo sudoeste do estado do AM e o estado do Acre. Nessa porção do Brasil, o horário está 2 horas atrasadas em relação a Brasília. No horário de verão essa diferença se eleva para 3 horas.


Resultado de imagem para fusos horários do brasil 2014


A "Treta" sobre o fuso horário do Acre

Em 2008, a partir de uma lei federal (nº 11.662/2008), os fusos horários do Brasil sofreram alterações. O estado do PA, que estava dividido entre dois fusos, -3h GMT e -4h GMT, passou a ter como referência apenas o fuso -3h GMT, o fuso oficial de Brasília. E a alteração mais polêmica foi a incorporação do Acre e o extremo oeste do AM ao fuso -4h GMT. Dessa forma, o Brasil passaria a ter apenas três fusos horários: -2h GMT, -3h GMT e -4h GMT. 
Essa alteração do horário do Acre estava atrelada, principalmente, aos interesses das empresas de comunicação, sobretudo de TV. Porque a diferença de 2 horas em relação a Brasília impactava na exibição de programas, que de acordo com o perfil, devem ser transmitidos em determinados horários. Por sua vez, cada item da programação possui seus próprios anunciantes, segundo o perfil dos telespectadores. 
Por outro lado, atraso em 1 h acabou impactando a rotina dos moradores do Acre. O estado encontra-se no extremo oeste do Brasil e, portanto, a luz solar chega após a maior parte do país. Nesse sentido, os moradores do AC, na prática, tiveram que passar a acordar mais cedo, em muitos casos antes mesmo do sol nascer, para iniciar suas atividades. Os estudantes, particularmente, foram muito impactados. Muitos tinham que acordar ainda mais cedo, na madrugada, para irem para a Escola. 
Parte da população do Acre se mobilizou para pressionar o Governo Federal a rever essas alterações. E em 2010 foi realizado um referendo popular em que cerca 60% dos votos foram favoráveis ao retorno do fuso horário antigo (-5h GMT). No entanto, só em 2013 com a lei federal 12.876/2013, o Acre e o sudoeste do AM retornaram ao fuso -5h GMT. 

A esse respeito, a AGB (Associação dos Geógrafos Brasileiros) se manifestou sobre a questão em carta aberta direcionada aos Deputados Federais e Senadores, como segue abaixo: 

SOBRE A POLÊMICA DO FUSO HORÁRIO NO ESTADO DO ACRE

São Paulo, 28/02/2011
Carta Aberta aos Senadores e Deputados Federais
A Diretoria Executiva Nacional da Associação dos Geógrafos Brasileiros manifesta seu repúdio ao fato de que interesses privados, vinculados a emissoras de televisão, estejam a tentar obstruir a que se torne lei a vontade expressa pela população do Acre em referendo popular, relativo ao retorno ao fuso horário vigente no Estado em 2008.
O mais elementar entendimento a respeito da questão diz que acima do interesse privado das emissoras de televisão estão a saúde e a vontade da população.
Tornou-se emblemático do absurdo da situação o artigo de Marcelo Leite, em sua coluna sobre ciência, na Folha de São Paulo, de 21 de junho de 2009: "Seria uma crueldade com as crianças que vão à escola de manhã. Não basta levantar cedo, num horário em geral incompatível com a fisiologia do aprendizado. Para piorar, ainda teriam de sair de casa e começar as aulas no escuro."
Aproxima-se da insanidade a insistência de interesses privados em tentar tornar-se mais imperativos do que as mais óbvias condições da fisiologia humana.
Diretoria Executiva Nacional da Associação dos Geógrafos Brasileiros
http://www.agb.org.br/2012/index.php?option=com_content&view=article&id=83


Mais informações: 
http://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2013/10/lei-que-altera-fuso-horario-do-acre-e-de-parte-do-amazonas-e-sancionada.html









segunda-feira, 20 de junho de 2016

10 perguntas para entender o conflito entre israelenses e palestinos

Matéria da BBC Brasil de setembro de 2014. Após mais um ataque Israelense à Faixa de Gaza, território ocupado por Palestinos. 
São 10 questões para nos ajudar a entender esse conflito entre Israelenses e Palestinos. 
De um lado, os Palestinos (Árabes) lutam pela criação do Estado da Palestina, que abrangeria boa parte do atual Estado de Israel, ampliado desde sua criação em 1948. De outro, Israel não abre mão de nenhuma parte de seu atual Território, em especial Jerusalém, que é reivindicada pelos Palestinos como capital de seu Estado. 
Abaixo segue mais informações: 

1. Como o conflito começou?

O movimento sionista, que procurava criar um Estado para os judeus, ganhou força no início do século 20, incentivado pelo antissemitismo sofrido por judeus na Europa.
A região da Palestina, entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo, considerada sagrada para muçulmanos, judeus e católicos, pertencia ao Império Otomano naquele tempo e era ocupada, principalmente, por muçulmanos e outras comunidades árabes. Mas uma forte imigração judaica, alimentada por aspirações sionistas, começou a gerar resistência entre as comunidades locais.
Após a desintegração do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial, o Reino Unido recebeu um mandato da Liga das Nações para administrar o território da Palestina.
Mas, antes e durante a guerra, os britânicos fizeram várias promessas para os árabes e os judeus que não se cumpririam, entre outras razões, porque eles já tinham dividido o Oriente Médio com a França. Isso provocou um clima de tensão entre árabes e nacionalistas sionistas que acabou em confrontos entre grupos paramilitares judeus e árabes.
Após a Segunda Guerra Mundial e depois do Holocausto, aumentou a pressão pelo estabelecimento de um Estado judeu. O plano original previa a partilha do território controlado pelos britânicos entre judeus e palestinos.
Após a fundação de Israel, em 14 de maio de 1948, a tensão deixou de ser local para se tornar questão regional. No dia seguinte, Egito, Jordânia, Síria e Iraque invadiram o território. Foi a primeira guerra árabe-israelense, também conhecida pelos judeus como a guerra de independência ou de libertação. Depois da guerra, o território originalmente planejado pela Organização das Nações Unidas para um Estado árabe foi reduzido pela metade.
Leia mais: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/08/140730_gaza_entenda_gf_lk

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Forma da Terra, inclinação de seu eixo e seus movimentos

Em função da forma da Terra, uma geóide, uma esfera levemente achatada nos pólos, e da inclinação de seu eixo, sabemos que a intensidade da luz solar não incide com mesma intensidade em toda a superfície terrestre. As áreas com baixas latitudes, as mais próximas da linha do Equador, recebem maior quantidade de energia solar. Na medida em que as latitudes aumentam, a quantidade de energia solar diminui. A partir disso se definiu as Zonas Climáticas ou Térmicas. Esse fenômeno é fundamental para entendermos as diferenças climáticas, de vegetação e mesmo de culturas que encontramos no Planeta Terra. 
Além dos fatos acima, os movimentos da Terra (Rotação e Translação) são determinantes para a diversidade de condições para o desenvolvimento da vida na Terra. O movimento de Rotação (movimento sob o seu próprio eixo), que dura aproximadamente 24 hs, define o período do dia e da noite, assim como as diferenças de horários entre os lugares (Fusos Horários). O movimento de Translação (movimento ao redor do Sol),  que dura 365 dias e 6 horas, define as estações do ano. Abaixo segue um esquema do movimento de Translação e dos vídeos sobre os movimentos de Rotação e de Translação da Terra. 










quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Parabolicamará: mundo reduz e o mercado global se consolida

Parabolicamará

Gilberto Gil

Antes mundo era pequeno
Porque Terra era grande
Hoje mundo é muito grande
Porque Terra é pequena
Do tamanho da antena
Parabolicamará

Ê volta do mundo, camará
Ê, ê, mundo dá volta, camará

Antes longe era distante
Perto só quando dava
Quando muito ali defronte
E o horizonte acabava
Hoje lá trás dos montes
dendê em casa camará

Ê volta do mundo, camará
Ê, ê, mundo dá volta, camará

De jangada leva uma eternidade
De saveiro leva uma encarnação
Pela onda luminosa
Leva o tempo de um raio
Tempo que levava Rosa
Pra aprumar o balaio
Quando sentia
Que o balaio ía escorregar

Ê volta do mundo, camará
Ê, ê, mundo dá volta, camará
Esse tempo nunca passa

Não é de ontem nem de hoje
Mora no som da cabaça
Nem tá preso nem foge
No instante que tange o berimbau
Meu camará

Ê volta do mundo, camará
Ê, ê, mundo dá volta, camará

De jangada leva uma
eternidade
De saveiro leva uma encarnação
De avião o tempo de uma saudade
Esse tempo não tem rédea
Vem nas asas do vento
O momento da tragédia
Chico Ferreira e Bento
Só souberam na hora do destino Apresentar

Ê volta do mundo, camará
Ê, ê, mundo dá volta, camará

Expansão das multinacionais brasileiras




segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Segundo uma pesquisa divulgada pela Fundação Dom Cabral, as multinacionais brasileiras continuam a avançar ao redor do mundo. Neste novo estudo, a novidade é a entrada das empresas em novos territórios africanos. Este é o caso de Cabo Verde, alvo da política externa brasileira desde o governo de Luís Inácio Lula da Silva.
Nos últimos anos, o mundo assistiu à internacionalização de empresas brasileiras. As multinacionais do Brasil estão expandindo seus negócios pautados em um novo direcionamento da política externa do governo brasileiro que - pode-se dizer - estabeleceu um vínculo entre a diplomacia e os empresários nacionais. O processo de internacionalização das multinacionais está amparado na criação de linhas de crédito oferecidas pelo governo Federal para financiar os investimentos no exterior.
No final do mês de agosto, a escola de negócios Fundação Dom Cabral (FDC) divulgou o Ranking das Multinacionais Brasileiras - 2013. A oitava edição do levantamento organizada pela FDC, que consistiu em uma investigação com 63 multinacionais brasileiras, mostra que a intenção das empresas é a de expandir seus negócios para a América do Sul, Canadá, Sudeste Asiático, China e Rússia. Mas, por outro lado, o estudo identificou que as multinacionais expandiram, em 2012, suas operações na África, sobretudo na Tunísia, Marrocos, Gana e Cabo Verde.
(...)
Leia matéria na integra: http://www.oplop.uff.br/boletim/2715/cabo-verde-transforma-se-em-novo-destino-de-multinacionais-brasileiras
Desde 2003 o Brasil passou a implementar uma política externa que visava, de um lado, proporcionar mais autonomia ao país em relação aos polos econômicos tradicionais (EUA, União Europeia e Japão) e, de outro, se aproximar dos países do Sul, ou seja, da América Latina, África e Ásia. Esta mudança de postura na política externa, na verdade, tem servido de plataforma para os investimentos de empresas brasileiras em tais regiões. Nos últimos anos os investimentos das chamadas multinacionais brasileiras cresceram bastante no exterior, com destaque para corporações como a Petrobras, VALE, Camargo Correa, Itaú, etc. A matéria acima mostra o crescimento da atuação das empresas nacionais no continente africano.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Entrevista com Raúl Reyes, lider das FARC, morto em 2008

Entrevista concedida por Raúl Reyes à Revista Fórum dois meses antes de ser morto pelo Exército Colombiano. É um documento rico para compreendermos um pouco sobre a história, os objetivos e a geopolítica entorno das Forças Revolucionárias da Colômbia.  O movimento guerrilheiro mais antigo da América Latina. 

Fórum – Em 43 anos de luta, quais foram os grandes acertos e erros das Farc?
Reyes – O principal acerto das Farc foi ter sido criada como organização de oposição ao regime e converter-se hoje em uma opção de poder para governar a Colômbia. O erro, talvez por causa da guerra, foi não ter chegado ao poder. Porque as guerrilhas, em qualquer parte do mundo, que tenham planos bem definidos como a nossa, querem chegar ao poder e derrubar o regime governante. Em nosso caso, já passou todo esse tempo e não conseguimos ainda. Mas houve um importante desenvolvimento, uma experiência riquíssima. Conseguimos formar um grupo grande de jovens, homens e mulheres com capacidade de fazer qualquer trabalho revolucionário, dirigir organizações guerrilheiras grandes ou pequenas, capazes de aportar os conceitos políticos e ideológicos da organização, conhecimentos suficientes sobre as razões das lutas. Isso me dá a certeza de que um dia deixaremos de ser clandestinos e nos lançaremos à luz pública. Estamos satisfeitos por ser uma guerrilha independente, revolucionária, com ideologias e convicções inspiradas na Revolução Cubana, no Che, em Mao Tsé-Tung, em Ho Chi Minh e em nossa própria experiência, que é riquíssima.
Fórum – Mas o senhor acredita que a organização ainda pode chegar ao poder?
Reyes – Sobre isso não resta a menor dúvida: as Farc continuam lutando pelo poder e vão conseguir de qualquer maneira, seja pela via armada, seja pela via democrática, com acordos políticos. As Farc não fazem a guerra pela guerra. Fomos obrigados pelo Estado colombiano a fazer a guerra para nos defender e conseguir a paz. Todas as ações militares que as Farc realizam não possuem um caráter distinto do político. Porque somos uma organização com uma proposta de governo, uma proposta de Estado. Uma proposta para uma Colômbia diferente da que nos foi imposta pelos comandantes da oligarquia colombiana. As Farc não estão contra as eleições, porque somos uma organização comunista. Mas temos que saber quando poderemos participar de eleições e para quê. Se existe um processo que possibilite nossa participação, podemos participar e contribuir de alguma maneira. Caso contrário não faz sentido. Porque já tivemos a experiência do genocídio contra a União Patriótica.
Fórum – Como seria um governo das Farc?
Reyes – Seria um governo do povo para o povo. Um governo bolivariano, antiimperialista. Um governo de integração e irmandade com todos os países do mundo e particularmente com os vizinhos da Colômbia. Um governo que trabalharia pela integração latino-americana, pela Pátria Grande e pelo socialismo. Teríamos que conformar um novo exército, mais bolivariano e que respeite os Direitos Humanos sem nunca usar as armas contra o povo. Desde 1994, as Farc têm uma proposta para um novo governo: pluralista, patriótico, democrático e de reconciliação nacional. Um governo que abrigue todos os setores: sociais, docentes, estudantis, feministas, camponeses, indígenas, intelectuais, jornalistas etc. Mas também da insurgência revolucionária e dos partidos de esquerda. Se existem setores do Pólo Democrático Alternativo (partido de esquerda) que querem estar aí, sejam bem-vindos. Assim como do Partido Liberal, do Partido Conservador, da Igreja Católica também. Convidamos os militares patriotas, bolivarianos. Quer dizer que é uma concertação política para um grande acordo nacional, pela paz, pela convivência.
Fórum – As Farc mantêm ligação com o narcotráfico?
Reyes – Nenhuma. As Farc só mantêm ligação com os camponeses, que por não terem garantias de crédito e de assistência do Estado recorrem à produção de coca. Mas eles não são narcotraficantes. São trabalhadores rurais, que em algumas regiões plantam coca e em outras a papoula. Quem compra deles esses produtos é que são os narcotraficantes. As Farc têm vínculos com esses trabalhadores rurais, assim como têm vínculos com os plantadores de soja, de milho, de feijão, criadores de gado. Cobramos impostos, não dos camponeses, mas de quem compra deles os produtos. Em troca não deixamos que os roubem nessas negociações e que paguem o que é justo.
Fórum – Os seqüestros extorsivos também são outra forma de arrecadação questionável…
Reyes – As Farc não seqüestram. O que fazemos é cobrar impostos daqueles que financiam a guerra na Colômbia, como está previsto na lei 002, aprovada pelo Estado Maior central de nossa organização. Todos que têm patrimônio de mais de US$ 1 milhão têm de pagar 10% do que arrecadam para as Farc. Alguns pagam voluntariamente, outros se negam a pagar. E quando não pagam, prendemos até que paguem. Fazemos o mesmo que fazem os governos de todo o mundo com aqueles que não pagam impostos.

Entrevista na íntegra: http://www.revistaforum.com.br/blog/2012/02/raul-reyes-a-voz-das-farc-2/

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Matéria do Fantástico sobre o Estado Islâmico


Esta é uma matéria do Fantástico exibida no final de agosto (24). É uma matéria que traz algumas informações importantes sobre o Estado Islâmico como: a sua estratégia de propaganda por meio de vídeos na internet, o recrutamento de ocidentais, a relação entre os membros do Estado Islâmico e a Guerra Civil na Síria, o financiamento do EI a partir de poços de petróleo localizados nos territórios ocupados, normas radicais em relação as práticas e comportamentos, etc. 
No entanto, é preciso ressaltar que a matéria não aprofunda nas reais causas para o surgimento do EI e sua expansão na Região. Assim como outros grupos terroristas extremistas como a Al Qaeda, o EI é fruto de processos contraditórios envolvendo as potencias ocidentais, em particular os EUA, no Oriente Médio e Norte da África. Neste sentido, é necessário apontar algumas questões: 
1- Os membros do EI são adeptos do Islamismo, na sua vertente Sunita. Sadam Hussein, enquanto Sunita, governou o Iraque por décadas, um país de maioria Xiita. Com a queda de Sadam Hussein, os Sunitas passaram a ser marginalizados, na medida em que poder político do país passou para as mãos dos Xiitas, com aval dos EUA. Portanto, o surgimento do EI no Iraque não é por acaso. Surgiu com essas características a partir de desocupação estadunidense a partir de 2011; 
2- O arsenal do EI, em grande parte, provém das próprias potenciais ocidentais. Com seu processo de expansão territorial, o EI passou a tomar os armamentos do Exército Iraquiano (corrupto e despreparado) e também dos rebeldes da Síria, que possui o apoio das potenciais ocidentais contra o Governo do Presidente Bashar al-Assad; 
3-A mídia ocidental, ligada aos EUA e seus aliados, reforça a ideia de que o fundamentalistas/extremistas pregam valores que vão de encontro a valores universais como a liberdade e a dignidade humana. No entanto, há governos muçulmanos aliados dos EUA onde as normas são muito rígidas, sobretudo para as mulheres, como é o caso da Arábia Saudita; 
4- Outra questão negada pela matéria refere-se a uma das principais causas para a expansão do fundamentalismo religioso na Região. Até Segunda Guerra Mundial, o Oriente Médio era composto por Territórios controlados pelas potências Europeias, em particular, o Reino Unido. Com o processo de independência após a Guerra, foram surgindo vários países. No entanto, apesar de independentes politicamente, tais países ainda mantinham relações subalternas com as potencias ocidentais, que possuíam (e possuem) fortes interesses no recurso natural abundante na Região, o Petróleo. Esses países, por sua vez, passaram a ser governados por Ditaduras (algumas teocráticas) controladas por uma elite local, que, via de regra, mantinha boas relações com as potencias ocidentais.  Por outro lado, o povo desses países, a população mais pobre, historicamente tem passado por grandes dificuldades em termos de empregos e qualidade de vida. Ou seja, apesar de serem ricos, a política de geração de empregos e de serviços públicos como Educação e Saúde são precários. Neste contexto, por carência material e falta de informação, parte da população identifica-se com a proposta extremistas de grupos como o EI. 

Portanto, compreender o EI não é fácil. É um fenômeno complexo que envolve questões históricas, econômicas, étnicas e religiosas. Devemos sempre ficar atentos e buscar informações. 

Algumas matérias: 

Curdos resistem ao Estado Islâmico
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/10/curdos-resistem-e-estado-islamico-envia-reforcos-a-kobane.html

Britânicos treinam o Exército do Iraque para combater o EI e outras informações sobre o EI: 
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/10/britanicos-treinam-tropas-iraquianas-para-combater-estado-islamico.html



quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Mobilidade urbana: Proposta do MPL

Na última aula (semana:06 a 10/10) para os 2os Anos discutimos a questão do transporte urbano e os problemas atuais com a mobilidade urbana. Na ocasião, abordamos a importância que os deslocamentos pela cidade vem ganhando nas últimas décadas. Além disso, conceituamos os diferentes tipos de transporte urbano, destacamos os problemas da mobilidade urbana, suas causas, soluções e entraves. Lembram disso? 
Nesta postagem divulgamos um vídeo do Passe Livre de São Paulo (MPL). O MPL é um movimento social que surgiu na última década a partir da intensificação dos problemas da mobilidade urbana pelo Brasil afora. Este movimento urbano preconiza que a mobilidade urbana deva ser considerada um Direito, ou seja, independente da condição social (não só renda, mas também idade, limites físicos, etc), todo/a brasileiro/a deveria ter condições de se deslocar no espaço urbano para realizar as suas necessidades. No entanto, no Brasil esse Direito ainda não é reconhecido pela Legislação. 


Aliás, segundo o MPL, um dos entraves para o reconhecimento desse Direito são as empresas de ônibus que exploram o Transporte Público. Conforme veremos no vídeo abaixo, o fato da lógica das empresas serem baseadas no lucro e na competitividade (e não na prestação de serviço público), impõe grandes limites para se resolver os problemas da mobilidade urbana. 




Saiba mais: 
http://saopaulo.mpl.org.br/ - MPL São Paulo 
http://passelivrees.blogspot.com.br/- MPL Grande Vitória
http://tarifazero.org/ - Coletivo Tarifa Zero